PÁGINA INICIAL > ARTIGOS > A fáscia guarda memórias?

Artigo publicado em Abril de 2014.


Paolo Tozzi, Msc, BSc (Hons) Ost, DO, PT

Resumo

A idéia de que tecidos podem ter algum tipo de memória é um assunto controverso na medicina manual que necessita de pesquisas e investigações clínicas. Muitos terapeutas corporais, em certo ponto de sua prática, experimentaram um fenômeno que pode ser interpretado como uma liberação de traços de memória enquanto trabalhavam em tecidos disfuncionais. Esta sensação pode ser acompanhada por algum tipo de experiência sensorial, para o terapeuta e/ou para o paciente. Em alguns casos, experiências traumáticas primitivas podem ser relembradas. Quando isto acontece, a potência da memória pode ser apagada ou amenizada, juntamente com a restauração da função tecidual. Consequentemente, as perguntas: as memórias podem ser guardadas na fáscia? E, estas memórias são acessíveis durante tratamento manual fascial?
Pesquisas modernas tem proposto uma variedade de interpretações diferentes sobre como a memória pode ser armazenada nos tecidos moles, possivelmente envolvendo outras formas de armazenamento de informação, não processadas exclusivamente a nível neurológico.

 

Fonte: Journal of Bodywork and Movement Therapies. Volume 18, Issue 2 , Pages 259-265, April 2014.
 





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