PÁGINA INICIAL > ARTIGOS > Dor miofascial nos músculos da mastigação: comparação da eficácia a curto prazo de injeções de toxina botulínica e técnica de Manipulação Fascial

Myofascial Pain of the Jaw Muscles: Comparison of Short-Term Effectiveness of Botulinum Toxin Injections and Fascial Manipulation Technique


Luca Guarda-Nardini, MD, DDS; Antonio Stecco, MD; Carla Stecco, MD; Stefano Masiero, MD; Daniele Manfredini, DDS, MSc, PhD

Resumo

Foi realizado um ensaio randomizado e controlado para comparar a eficácia a curto prazo de injeções de toxina botulínica e tratamento fisiátrico por meio de técnicas de Manipulação Fascial (uma técnica licenciada e registrada por Luigi Stecco) no tratamento da dor miofascial dos músculos da mastigação. Trinta pacientes com diagnóstico de dor miofascial incluídos nos Critérios diagnósticos de pesquisa para desordens temporomandibulares foram randomizados para receber uma aplicação única de injeção de toxina botulínica (Grupo A) ou múltiplas sessões de Manipulação Fascial (Grupo B). Os níveis máximos de dor (avaliados com EAV) e a amplitude de movimento da mandíbula em milímetros (abertura máxima da boca, protusão, laterotrusão direita e esquerda) foram avaliados antes do tratamento, ao final do mesmo, e após três meses. Ambos protocolos de tratamento obtiveram melhora significativa ao longo do tempo sobre os sintomas dolorosos. Os dois tratamentos parecem ter quase a mesma eficácia, sendo a Manipulação Fascial ligeiramente superior na redução da percepção subjetiva da dor, e as injeções de toxina botulínica ligeiramente superior no aumento da amplitude de movimento da mandíbula. As diferenças entre os dois protocolos de tratamento, bem como as mudanças nos parâmetros dos resultados após três meses não foram clinicamente relevantes. Os achados do presente estudo estão de acordo com os dados da literatura que embasam a eficácia de uma ampla variedade de tratamentos conservadores para a dor miofascial dos músculos da mastigação. São necessários estudos futuros com amostras maiores e um follow-up mais longo para identificar as estratégias de tratamento adequadas.


Fonte:
Cranio. 2012 Apr;30(2):95-102.





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