Robert Schleip, Lutz Duerselen, Andry Vleeming, Ian L. Naylor, Frank Lehmann-Horn, Adjo Zorn, Heike Jaeger, Werner Klingler
Resumo
Este estudo investigou uma possível base celular para o endurecimento dos tecidos fasciais por estiramento: um aumento na rigidez induzido por estiramento e subseqüente repouso. Fáscias dorso-lombares de ratos foram estiradas isometricamente por 15 minutos, e depois permaneceram 30 minutos em repouso (n = 16). Um aumento na rigidez foi observado na maioria das amostras, inclusive nas inviáveis amostras de controle. Pesquisas com fáscias de suínos exploraram as mudanças na hidratação como uma possível explicação (n = 24). Submetidos a procedimentos de carga similares, os tecidos demonstraram diminuição no conteúdo de fluído imediatamente após o estiramento, e um aumento durante a fase de repouso. Quando foi permitido um tempo de repouso suficiente, foi observado um fenômeno de super-compensação, caracterizado por uma hidratação da matriz acima dos níveis iniciais, e um aumento na rigidez tecidual. Portanto, este endurecimento da fáscia após estiramento não parece ser conseqüência de uma contração celular, mas, mais que isto, deste fenômeno de super-compensação. Considerando-se uma ocorrência semelhante deste comportamento in vivo, as aplicações das rotinas para prevenção de lesões merecem uma investigação.
Fonte: Journal of Bodywork and Movement Therapies. Volume 16, Issue 1, January 2012, Pages 94-100.