PÁGINA INICIAL > ARTIGOS > Mobilização visceral pode quebrar e prevenir aderências em ratos

Visceral mobilization can lyse and prevent peritoneal adhesions in a rat model


Geoffrey M. Bove, Susan L. Chapelle

Resumo

Objetivo: aderências peritoneais são quase obrigatórias após uma cirurgia. As aderências peritoneais podem levar a obstrução intestinal, problemas digestivos, infertilidade e dor, levando a muitas re-internações hospitalares. Muitas abordagens tem sido usadas para prevenir ou tratar as aderências, mas nenhuma oferece resultados confiáveis. Um método que previna ou trate aderências consistentemente seria benéfico para muitos pacientes. Nossa hipótese é de que uma manipulação visceral baseada anatomicamente, desenvolvida para promover a mobilidade normal dos conteúdos abdominais, poderia manualmente quebrar e prevenir aderências causadas por cirurgia.
Materiais e métodos: foram realizadas abrasões no ceco e na parede abdominal para causar aderência em 3 grupos de 10 ratos (Controle, Quebra e Prevenção). Todos os ratos foram avaliados 7 dias após a cirurgia. No sétimo dia pós-operatório, ratos não anestesiados do grupo de Quebra foram tratados com mobilização visceral, que consistiu em palpação, esforços para quebrar manualmente as aderências, e mobilização de suas paredes abdominais e vísceras. A seguir foi realizada uma avaliação das aderências post-mortem. Os ratos do grupo Prevenção foram tratados de forma similar, iniciando um dia após a cirurgia. As aderências no grupo Controle foram avaliadas 7 dias após a cirurgia, sem receber qualquer mobilização visceral.
Resultados: o terapeuta poderia palpar aderência entre o ceco e outra víscera, ou parede abdominal. A severidade e o número de aderências foi significativamente menor no grupo Prevenção, comparado aos outros. Nos grupos Quebra e Prevenção houveram sinais claros de ruptura das aderências.
Conclusão: estas observações iniciais sustentam que a mobilização visceral pode ter um papel na prevenção e no tratamento de aderências pós-cirúrgicas.


Fonte: Journal of Bodywork and Movement Therapies. Volume 16, Issue 1, January 2012, Pages 76-82.





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