Paul Pearsall, Gary E. R. Schwartz, Linda G. S. Russek
Resumo
Contexto: É geralmente aceito que o aprendizado está restrito aos sistemas neural e imunológico. Porém, a hipótese da memória sistêmica prevê que todos os sistema dinâmicos que contém retro-alimentação armazenam informação e energia em graus variados. Pacientes transplantados sensíveis podem evidenciar mudanças pessoais que se assemelham à história dos doadores.
Objective: Avaliar se as mudanças após uma cirurgia de transplante de coração se assemelham à história dos doadores.
Delineamento: questionários abertos com voluntários (1) transplantados, (2) familiares ou amigos de transplantados, e (3) familiares ou amigos de doadores.
Local: Hospitais em várias partes do país.
Pacientes: Dez transplantados (7 homens, 3 mulheres; de 7 meses a 56 anos de idade), que receberam transplante de coração (ou coração e pulmão) de 5 homens e 5 mulheres entre 16 meses e 34 anos de idade.
Avaliação dos resultados: Transcrições dos áudios gravados, citados textualmente.
Resultados: Forma observadas de 2 a 5 semelhanças em cada caso entre as mudanças ocorridas após a cirurgia e as histórias dos doadores. As semelhanças incluíram mudanças nas preferências de comida, música, arte, sexuais, diversão e profissionais, bem como episódios específicos de percepção de nomes e experiências sensoriais relacionadas aos doadores (por exemplo: um doador foi morto por um tiro no rosto; o transplantado tinha sonhos nos quais via flashes quentes de luz em sua face).
Conclusão: A incidência da transmissão de mudanças pessoais na consciência de pacientes transplantados cardíacos é desconhecida. Os efeitos de drogas imunossupressoras, o stress da cirurgia, e a coincidência estatística são provavelmente insuficientes para explicar os achados. Sugere-se a possibilidade de memória celular, possivelmente memória sistêmica.
Fonte: Integrative Medicine. Volume 2, Issue 2-3, Pages 65-72, 2000.